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14.6.16

Cinco Anos por Aqui


Pudesse Eu

Pudesse eu não ter laços
nem limites
Ó vida de mil faces
transbordantes
Para poder responder
aos teus convites
Suspensos na surpresa
dos instantes!


Sophia de Mello Breyner Andresen

12.7.15

Sea of Buddhas, Templo Sanjusangen-dô

Sea of Buddhas, 1995 - Hiroshi Sugimoto
O Templo Sanjusangen-dô em Kyoto, está em um grande edifício de uma só peça dividida em 33 compartimentos ( sanjusan significa 33). Este número corresponde as 33 encarnações sucessivas de Kannon, deusa da misericórdia a quem o templo é dedicado. Data de 1164 e foi reconstruído em 1266 após um incêndio. Traz 1001 estátuas em cipreste japonês laqueadas de dourado representando a deusa. Uma grande imagem de 3,4 m, no centro é volteada por 500 menores formando um conjunto emocionante.


Depois de anos de burocracia, Hiroshi Sugimoto conseguiu em 1995, autorização para fotografar no local. Na preparação para o registro , ele retirou todos os enfeites colocados ali posteriores a sua construção e desligou a iluminação fluorescente no interior do templo. Como ele diz " recriando o esplendor dos mil bodhisattvas brilhando à luz do sol da manhã , nascendo nas colinas Higashiyama . Como a aristocracia de Kyoto pode ter visto no Período Heian (794-1185) ". No entanto, como ele também aponta, a cena poderia muito bem ser o tema de uma instalação de arte conceitual atual.

1.7.15

Aoi Matsuri ou Festival da Malva-rosa , Kyoto










O  Aoi Matsuri , ou Festival da Malva-rosa , teve origem no século VI , como um ritual de agradecimento aos deuses por terem cessado as calamidades ocasionadas pelo mau tempo.
Os participantes em trajes típicos do período Heian, desfilam do Palácio Imperial de Kyoto até o Santuário de Shimogamo- jinja, recriando a viagem dos mensageiros imperiais enviados para aplacar os deuses. O cortejo sai às 10h do dia 15 de maio.

11.6.15

Escuto


Escuto

Escuto mas não sei
Se o que oiço é silêncio
Ou deus
Escuto sem saber se estou ouvindo
O ressoar das planícies do vazio
Ou a consciência atenta
Que nos confins do universo
Me decifra e fita
Apenas sei que caminho como quem
É olhado amado e conhecido
E por isso em cada gesto ponho
Solenidade e risco.

Sophia de Mello Breyner Andresen