15.6.16
14.6.16
Cinco Anos por Aqui
Pudesse Eu
Pudesse eu não ter laços
nem limites
Ó vida de mil faces
transbordantes
Para poder responder
aos teus convites
Suspensos na surpresa
dos instantes!
Pudesse eu não ter laços
nem limites
Ó vida de mil faces
transbordantes
Para poder responder
aos teus convites
Suspensos na surpresa
dos instantes!
Sophia de Mello Breyner
Andresen
5.6.16
1.6.16
22.5.16
Afinidades Eletivas II
5.5.16
Afinidades Eletivas
4.5.16
Dedicated to Unknown Embroiderers , Satoru Ayoama
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Embroiderers
#8 - Embroidery on inkjet print - Ayoama Satoru
Mizuma Art
Gallery - Japan
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Embroiderers #7 - Embroidery on inkjet print - Ayoama Satoru
Mizuma Art Gallery - Japan
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Embroiderers #5 - Embroidery on inkjet print - Ayoama Satoru
Mizuma Art Gallery - Japan
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Embroiderers #4 - Embroidery on inkjet print - Ayoama Satoru
Mizuma Art Gallery - Japan
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Embroiderers #1 - Embroidery on inkjet print - Ayoama Satoru
Mizuma Art Gallery - Japan
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Embroiderers #6 - Embroidery on inkjet print - Ayoama Satoru
Mizuma Art Gallery - Japan
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Embroiderers #6 - Embroidery on inkjet print - Ayoama Satoru
Mizuma Art Gallery - Japan
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28.4.16
25.4.16
Sutilezas Abençoadas
18.4.16
14.4.16
6.4.16
28.3.16
25.3.16
Matthäus-Passion BWV 244 J.S. Bach
Matthäus-Passion BWV 244
J.S. Bach
Conducted by Nikolaus Harnoncourt
Tenor [Evangelist, Arias
- Chorus One]: Kurt Equiluz
Bass [Jesus]: Karl Ridderbusch
Sopranos [Arias - Chorus One and Chorus Two]
Alto [Arias - Chorus One]: Paul Esswood
Alto [Arias - Chorus Two: Nos. 33, 77]: Tom Sutcliffe
Boy Soprano Voices of Regensburger Domspatzen (Chorus Master: Christoph Lickleder) & Men's Voices of the King's College Choir Cambridge (Chorus Master: David Willcocks) /Concentus Musicus Wien
17.3.16
O Outro
O Outro
Como decifrar pictogramas de há dez
mil anos
se nem sei decifrar
minha escrita interior?
Interrogo signos dúbios
e suas variações calidoscópicas
a cada segundo de observação.
A verdade essencial
é o desconhecido que me habita
e a cada amanhecer me dá um soco.
Por ele sou também observado
com ironia, desprezo, incompreensão.
E assim vivemos, se ao confronto se chama viver,
unidos, impossibilitados de desligamento,
acomodados, adversos,
roídos de infernal curiosidade.
se nem sei decifrar
minha escrita interior?
Interrogo signos dúbios
e suas variações calidoscópicas
a cada segundo de observação.
A verdade essencial
é o desconhecido que me habita
e a cada amanhecer me dá um soco.
Por ele sou também observado
com ironia, desprezo, incompreensão.
E assim vivemos, se ao confronto se chama viver,
unidos, impossibilitados de desligamento,
acomodados, adversos,
roídos de infernal curiosidade.
Carlos Drummond de Andrade
23.2.16
Perseguição da Beleza
Há quem persiga o poder, o dinheiro, a fama. Eu persigo a beleza. Não é
uma escolha. É uma condenação. Sem beleza faleço. É um trabalho difícil, muitas
vezes doloroso, cheio de revezes. Já passei dias e dias com as mãos na garganta
apavorado que ela não volte a visitar-me. É difícil dizer o que é aquela
poderosa presente ausência que nos oprime e agarra. Nunca está onde está, mas
sempre um pouco mais longe, noutro sítio. Não são cores, imagens, sons, nem
sequer a suave pele de uma mulher que me encantam. É o que está para além disso
e que isso chama. A beleza corre o permanente perigo de a qualquer momento se
desfazer em nada. É, na verdade, por completo insustentável. Não se pode medir,
calcular, torná-la obedientemente exacta. É impossível provar que existe. Daí a
urgência, o coração a bater na boca. A perseguição da beleza é uma corrida de
obstáculos sem meta de chegada. Basta o som de uma voz para rasgar futuros.
Basta uma fotografia de uma mala fechada sobre uma cama para abrir
horizontes. Todos os cuidados são insuficientes. É um trabalho longo preenchido
de mistérios. Se se procura controlar, escapa. Se se procura guardar, esvai-se
entre os dedos. Tem de ser roubada com toda a rapidez e mantida no movimento
que é só dela. Se se tenta parar, fixar, já não vale a pena. O dinheiro tem
certamente as suas vantagens. Uma das poucas coisas que serve para várias. E a
beleza não serve de nada. Atrapalha. Provoca desastres nas famílias,
intoxica-nos até ao desmaio, não poupa nada. Devia ser proibida. É um escândalo
no meio do mundo. É a causa do espantoso medo que é perdê-la. Não escolhi ser
quem sou, este vício de que sou escravo. O que mais importa ninguém escolhe. Já
tentei ser tantos para escapar de mim, para me desviar desta vida que me deram.
E depois vem a beleza. Surpreendente ao virar de uma esquina. Um desejo marcado
no ponto de encontro do aeroporto onde ficaremos para sempre abraçados. A tomar
duche à minha frente. A irromper do nada. A primeira coisa que um qualquer
fanatismo sabe que tem a fazer é demolir com a beleza. Com todo o direito, de
todas as maneiras. A beleza semeia a desordem nas almas e nos corpos que anima.
A beleza alimenta-se de uma liberdade particularmente virulenta. É
impertinente. Não conhece regras. Vive da vida e de mais nada.
Pedro Paixão - O mundo é tudo o
que acontece
10.2.16
Gratitude
1.2.16
22.1.16
Coração de Cão
![]() |
| Francisco Goya - Perro - Oil mural
on plaster transferred to canvas - c.1819-1823 - Museo del Prado, Madrid |
Coração
de Cão - Heart of a Dog , é o documentário com roteiro e direção da
multiartista de vanguarda Laurie Anderson.
Partindo
da dor causada pela doença e morte de sua cadela Lolabelle, ela discorre sobre
os mais caros temas da filosofia, da arte, da política, da vida.
Sobre imagens
que se sucedem e se dissolvem , sempre
muito belas, Laurie conta a sua história surpreendendo com a fineza de
raciocínio para ligar temas tão diversos e profundos . Uma maravilha !
21.1.16
Lágrimas Negras
Lágrimas
Negras
(
Miguel Matamoros)
Aunque
tu, me has echado en el abandono
Aunque
tú, has muerto mis ilusiones,
En vez
de maldecirte con justo encono,
En mis
sueños te colmo,
en mis
sueños te colmo
de
bendiciones.
Sufro
la inmensa pena de tu extravío
Siento
el dolor profundo de tu partida
Y lloro
sin que tú sepas que el llanto mio
Tiene
lagrimas negras
tiene
lagrimas negras
como
mi vida
Aunque
tu, me has echado en el abandono
Aunque
tú, has muerto mis ilusiones,
En vez
de maldecirte con justo encono,
En mis
sueños te colmo,
en mis
sueños te colmo
de
bendiciones.
Sufro
la inmensa pena de tu extravío
Siento
el dolor profundo de tu partida
Y lloro
sin que tú sepas que el llanto mio
Tiene
lagrimas negras
tiene
lagrimas negras
como
mi vida
Viendo
el Guadalquivir
Las
gitanas lavan
Los
niños en la orilla
Viendo los
barcos pasar
Agua
del limonero
Agua
del limonero
Si te
acaricio la cara
Tienes
que darme un beso
En el Guadalquivir
Mi
gitana lavaba
Pañuelo
de blanco y oro
Que yo
te daba, que yo te daba
Agua
del limonero
Agua
del limonero
Si te
acaricio la cara
Tienes
que darme un beso
Tu me
quieres dejar
Yo no
quiero sufrir
Contigo
me voy, gitana,
Aunque
me cueste morir
Dieguito
el Cigala voz
Bebo
Valdés, piano
Javier
Colina, baixo
Paquito
D'Rivera, sax alto
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