9.5.13
8.5.13
7.5.13
6.5.13
5.5.13
3.5.13
31.3.13
6.2.13
26.1.13
Vamos para Paris ?
Descobrindo preciosidades escondidas em Paris
Depois de visitas
repetidas a Paris , fui colecionando "tesouros" que, de tão
maravilhosos, ficaram muito grandes para serem guardados . Por isso estou aqui para
dividí-los com vocês.
Se você já foi algumas
vezes a Paris e quer descobrir coisas especiais que só parisienses conhecem, ou
se está indo pela primeira vez e gostaria de já se sentir habituée, ou ainda, se você tem um querer específico que gostaria
de ver esmiuçado, minhas viagens são para você.
Elaboro roteiros parisienses
personalizados para pequenos grupos , onde a partir de interesses individuais
monto percursos inusitados para você desfrutar em profundidade os prazeres da
cidade.
Não sou uma guia de
turismo. Os lugares mais óbvios são fáceis de serem encontrados, me preocupo
com os detalhes, com as pequenas descobertas preciosas que vão fazer esta sua
viagem inesquecível. Sou uma pesquisadora e você, alegremente, vai se tornar
também.
Percurso Gourmet: Chocolates, confeitarias,
lojas de utensílios de cozinha, queijos, adega de vinhos, mercearias, mercados,
feiras de rua, e degustações a combinar. Que tal contratar um tour com Chloe
Doutre-Roussel , grande especialista de chocolates , para uma aula seguida de
visita guiada pelos seus chocolatiers preferidos ? Ou uma degustação de vinhos de
uma região específica ? Ou outra de champagnes ? Vamos conhecer os bons
bistrots e restaurantes de chefs conceituados ligados a “bistronomie”, onde a
experiência gastronômica é fantástica por valores em torno de 60/70 euros por
pessoa. Claro que passaremos por crepes, falafels, croques, croissants,
millefeuilles...
Percurso Descobertas : Lugares charmosos, cheios
de historias e tradições, que podem ir de uma loja de linhas, botões e rendas,
a outra de pincéis e tintas. Ateliers de restauro de bonecas, instrumentos
musicais ou uma papelaria de produtos artesanais maravilhosos. Manufatura de
sapatos, ou "jóias" especiais feitas a partir da seda. Pequenos
locais que contam a história da cidade , galerias, passagens cobertas, tudo
isso segundo os interesses manifestados pelos participantes do
grupo.Curiosidades de vários gêneros , descobertas incríveis, que venho colecionando
há anos.
Percurso Artes : Vamos visitar desde museus
menos conhecidos como, por exemplo,
Nissin de Camondo e Jacquemart-Andre que, instalados em “hôtels particuliers,” mantêm intacta
a art de vivre parissienne do século
XVIII e XIX ou escolher alas específicas dos mais conhecidos como o Louvre
ou o D'Orsay. As exposições temporárias não serão esquecidas também.
Programações das casas de
espetáculo, Salle Pleyel, Théâtre National de Chaillot , Théâtre des Champs
Elysées, Opéra National de Paris etc serão consideradas para reserva e compra antecipada de entradas para
concertos, ballets, óperas...
Eventualmente um passeio
a Giverny - Fondation Claude Monet (aberta de abril a outubro) que fica um
pouco distante de Paris com fácil acesso de trem (Gare Saint Lazare) num
percurso de 50 minutos. Ou uma corrida a Metz, também com acesso ferroviário (1h15)
para visitarmos o novo Centre Pompidou-Metz com projeto muito interessante do arquiteto japonês Shigeru
Ban e de Jean de Gastines inaugurado em 2010. Claro que há sempre a
possibilidade de alugarmos um carro com motorista caso o grupo considere essa
opção mais fácil e confortável.
Percurso Compras: Elaboro mapas com lojas
especiais, nada óbvias, separadas por arrondissement
para serem vasculhadas e conhecidas por vocês,
na hora e no tempo que desejarem. Compras são sempre um assunto
“particular”, cada um tem o seu “método”, por isso elaboro pequenos guias para
percursos de uma tarde por ex. Lembrando sempre que se perder e descobrir
coisas novas faz parte dos encantos de Paris.
Passeando : Sugiro o metrô e os ônibus como meios de transporte preferenciais, pois
considero esta uma maneira especial de descobrir uma cidade. Mas andar de taxi
, que não é muito caro, ou alugar carro com motorista são possibilidades a
serem definidas pelos participantes do grupo.
Os grupos devem ter no mínimo 3 pessoas e no máximo 8.
Estou à disposição para conversarmos sobre as possibilidades dos diferentes roteiros. Vamos lá ?
2.1.13
25.12.12
Afortunadas
![]() |
| Universal Archive - William Kentridge - Linoleogravura - 2012 |
fortune
[fCYtyn] n. f.
• XIIe;
lat. fortuna « bonne ou mauvaise fortune »
Poder
que supõe distribuir felicidade e infelicidade sem regra aparente, ao acaso. Os
caprichos da fortuna. Ser favorecido pela fortuna. Eventos acontecidos ao acaso.
(le Petit Robert Dictionnaire)
De
Platão na Grécia antiga a Maquiavel no
Renascimento, o sentido de Fortuna foi
se alterando através dos tempos ao sabor das filosofias e das religiões.
Para os antigos, a Fortuna não era uma força
maligna inexorável. Ao contrário, sua imagem era a de uma deusa boa, uma aliada
potencial, cuja simpatia era importante atrair.
Com o
tempo ( e a "ajuda" da filosofia judaico-cristã ) o destino virou uma
força da providência divina e o homem sua vítima impotente. A Destino
podem se relacionar outros termos como
Sorte, Acaso, Fortuna, Fatum, Fatalidade, Predestinação, Lei Natural,
Providência Divina que ganharam diferentes sentidos através da história no
pensamento ocidental.
Vou
preferir a definição dos antigos e entender a Fortuna como uma senhora esperta,
que lida com o acaso,pronta a nos sacudir para enfrentar os movimentos da vida. Neste ano
ela andou me pedindo muita agilidade de
pensamento e de ação.
Escolho
o trabalho de 2 fotógrafos que admiro muito para ilustrar meu tema. Candida
Höfer e Robert Polidori . Eles fotografam
espaços desprovidos de pessoas , em grandes formatos. Seus trabalhos portanto são
"similares" e totalmente opostos, por isso estão aqui .
![]() |
| Biblioteca Nazionale Napoli III - Candida Höfer - 2009 |
![]() |
| Escola em Chernobyl - Robert Polidori - 2003 |
Enquanto
Robert Polidori , fotógrafo canadense radicado nos Estados Unidos, fotografa
destroços resultantes de desastres provocados
pela ação do homem ou da natureza, como o furacão Katrina em New Orleans
, o desastre nuclear de Chernobyl ou a guerra civil em Beirute . A maior parte de suas imagens exibe ambientes
vazios, revirados ou parcialmente destruídos, que foram abandonados depois de
um choque violento . Suas fotos nos calam. Sugerem sonhos desfeitos, lembranças do que foi e
nunca será novamente. Elas lembram a natureza transitória de todas as coisas.
![]() |
| Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra IV Candida Höfer |
![]() |
'2600 Block
of Munster Boulevard, New Orleans, September' Robert Polidori
|
"A
noção de “fortuna”, princípio guiador do processo artístico de Kentridge, e
presente no título da exposição, traz o sentido de acaso, de destino, de devir.
Segundo o próprio artista, “fortuna é um termo geral que utilizo para essa
gama de agenciamentos, algo diverso da fria probabilidade estatística, no
entanto fora do âmbito do controle racional”. Em outras palavras, é
possível entender esse conceito como um acaso direcionado, uma engenharia da
sorte, em que pré-determinação coexiste com possibilidade." *
![]() |
| Desenho para Estereoscópio (da serie Desenhos para Projeção) William Kentridge 1999 |
Conheci
o trabalho de William Kentridge na Bienal de Veneza de 1999. Nunca havia ouvido falar dele antes e fui imediatamente capturada . Seu trabalho é intrinsecamente
ligado a sua nacionalidade sul africana por isso traz um viés politico, critico,
alem de vasculhar as grandezas e pequenezas do humano.
Esta
exposição traz uma retrospectiva de seu trabalho mostrando obras recentes, linoleogravuras,
esculturas e seus trabalhos mais emblemáticos os "desenhos filmados e
filmes desenhados" onde o artista com uma câmera antiga filma as etapas
sucessivas de desenhos que faz, geralmente a carvão, e que são progressivamente
alterados através de apagamento e substituidos
por novos feitos por cima. O processo do desenho e a noção de tempo são
incorporados à obra final ( que nunca se finaliza).
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| Cambio - William Kentridge -1999 |
Seus trabalhos
para teatro e ópera estão lá também como o projeto para a encenação da ópera "
Il ritorno di Ulisse in patria" de Claudio
Monteverdi (1641) (Ulisse : ECHO ) onde Kentridge diz que aceitou
trabalhar por conta do prólogo (acrescentado
por Monteverdi e seu libretista Badoaro), " no qual os atributos da
Fragilidade Humana, Tempo, Fortuna e Amor disputam o que acontecerá com
Ulisses. Foi esse prólogo com seu tema central e imagem do humano como
vulnerável, mais que heroico, que me levou a realizar a ópera." *
Não é
de se admirar que entre as dezenas de prêmios recebidos pelo artista se
encontra o prestigioso Kyoto Prize em reconhecimento de suas contribuições
no campo das artes e da filosofia recebido em 2010.
![]() |
| Família no Museu - Óleo sobre cartão - Julio Martins da Silva |
![]() |
William Kentrigde, para cenário - A Flauta Mágica de Mozart
|
Como infelizmente essa possibilidade não
existe, trago este globo desenhado por Kentridge para o cenário da Flauta Mágica de Mozart. Esta obra narra através de uma
historia de amor, a luta da luz da inteligência contra a obscuridade da
ignorância, e é o que devemos buscar sempre para um bom relacionamento com nossa fortuna.
Determinação e entendimento das possibilidades infinitas e criativas para reviçar a vida, é o que desejo a todos, e lembrar :
![]() |
| Palácio da Rainha da Noite - Flauta Mágica- William Kentridge |
Determinação e entendimento das possibilidades infinitas e criativas para reviçar a vida, é o que desejo a todos, e lembrar :
"Ser
o que se pode é a felicidade.
...Não
adianta sonhar com o que é feito apenas de fantasia e querer aspirar ao
impossível. A felicidade é a aceitação do que se é e se pode ser."
(Valter
Hugo Mãe - O filho de mil homens - Cosac Naify - 2012)
Sejam
muito felizes em 2013 !!!
* Texto retirado de :
William Kentridge - Fortuna
Catálogo da exposição
Organização Lilian Tone
Candida
Höfer (12 fotografias)
Galeria
Leme
Avenida
Valdemar Ferreira, 130 Butantã SP
Tel 11 3814 8184
22/11/2012
a 12/01/2013.
Candida
Höfer Libraries
Introdução
Umberto Eco
Thames
& Hudson, 2005. Hardcover (1ª edição)
Schirmer/Mosel Verlag Gmbh (Jan
2006)
Exposição
Robert Polidori - Fotografia
Fundação
Clóvis Salgado
Centro
de Arte Contemporânea e Fotografia
Avenida
Afonso Pena, 737, Centro BH
Tel
31 3236-7400
21 /11/ 2012 a 6/1/ 2013
21 /11/ 2012 a 6/1/ 2013
Robert Polidori
Zones of Exclusion: Pripyat and
Chernobyl (2003)
Steidl & Pace/MacGill
After the Flood (2006)
Steidl & Pace/MacGill
After the Flood (2006)
Rosenheim, J , 2006
London: Steidl
William
Kentridge - Fortuna
Instituto
Moreira Salles, Rio de Janeiro Out 2012 - Fev 2013
Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre , Mar -
Maio 2013
Pinacoteca
do Estado São Paulo, São Paulo, Ago - Nov 2013
Prêmio Kyoto - Inamori Foundation Kyoto
Galeria
Estação
Rua
Ferreira de Araujo, 625 Pinheiros SP
Tel
11 3813 253
www.galeriaestacao.com.br
"
O que eu estou vendo vocês não podem ver " Filme de Carlos Augusto Calil ,
1978 baseado em - Mitopoética de nove artistas brasileiros - Lélia Coelho Frota
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